quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sopapo do Padeiro - Programa 2 - 03 de outubro de 2011

      Olá,

     está aí disponibilizado o programa Sopapo do Padeiro número 2, gravado ao vivo no dia 03 de outubro de 2011 com a participação mais do que especial de Sérgio Valentim. Comentem. É só clicar no link vermelho logo abaixo. Axé a todos.

Sopapo do Padeiro - 02 - 03-10-2011.mp3

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sopapo do Padeiro - Programa 1 - 26 de setembro de 2011

     Caros amigos,

     é com grande satisfação que coloco no blog o áudio do primeiro programa Sopapo do Padeiro na rádio Toques de Aruanda. É só clicar no link em vermelho logo abaixo. Comentem.

Sopapo do Padeiro - 01 - 26-09-2011.mp3

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mais um pouco de Domingos José de Almeida

     Seguindo a série de informações pouco divulgadas da revolução farroupilha, abaixo mais um trecho da carta de Domingos José de Almeida. Comentem.

     "Tendo em 1837 afiançado para com João Pedro Ramirez e o mesmo Victorica porção de gêneros para municiar e vestir o exército, como comprovam os documentos G, H, para pagamento do restante dessa fiança e da quantia acima pré-indicada, pouco antes de deixar o ministério que ocupava, mandei dar ao dito Victorica porção de gado de criar, mas anulando o Sr. Fontoura essa ordem, ficaram a importância dos escravos alugados garantindo o restante da dívida do governo, e o resto daqueles que eu ainda possuía hipotecados ao que devia a Victorica [...] Este ato do Sr. Fontoura para comigo, que de outro procedimento me julgava credor pelos meus serviços e sacrifícios que deixo mencionados, me arrancou justos queixumes, e esses queixumes, como suponho, me proporcionaram a perda de doze dos melhores escravos que eu tinha em Montevidéu, e todo o mal que depois o Sr. Fontoura teve a ocasião de fazer-me; porquanto negando-me tenazmente em agosto de 1842 a quantia que eu devia a Victorica, e que reclamei para mandá-la e retirar meus escravos antes que se verificasse a invasão das tropas de Buenos Aires, caluniou-me, tirou-me os meios"

Fonte: História Regional da Infâmia. Silva, Juremir Machado da. Págs. 23 e 24

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Trecho da carta de Domingos José de Almeida para General Neto em 23 de março de 1839

  A prova do financiamento da revolução farroupilha através da venda de escravos. Impressionante. Comentem.

     "Para seguir o fio da minha narração, direi neste lugar que, para pagamento da tipografia, de papel e remédios vindos de Montevidéu, por mim pedidos; para suprir com um conto de réis para aos nossos prisioneiros, cujos clamores acusavam já o governo de uma maneira espantosa; e para pagamento de outras diversas dívidas do estado, um dia antes de vir de Piratini para esta, mandei vender 17 escravos carneadores que tinha em Montevidéu e dos jornais dos quais me tenho sustentado e à minha família, expondo-a por isso agora aos horrores da miséria. Quando me encarregou da compra de cavalos no Estado Oriental, já para esse fim vendi 35 escravos a Manuel Gonçalves da Costa. Mas qual o prêmio de tantos e tão reiterados sacrifícios? Eu, com soberba o digo, que me não tenho utilizado de 20$000 da nação e que nem o pretendo fazer enquanto poder, fui tido como um ladrão."

Fonte: História Regional da Infâmia. Silva, Juremir Machado da. Pág. 21

terça-feira, 7 de junho de 2011

Retomando

Bom pessoal que segue o blog, estou retomando os textos a partir de pesquisas que andei fazendo. Leiam e discutam à vontade. Abração.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Inhã

     Recentemente li um texto no livro Batuque no Rio Grande do Sul de Norton F. Nascimento falando que existe um tambor feminino de 1 metro de altura, em forma cônica chamado inhá e muito utilizado antigamente nas casas do batuque gaúcho. Parelelamente a isso, no blog Povo do Santo, mais precisamente no texto que fala da mulher no atabaque, há uma referência a esse tambor, dizendo que tem origem na nação africana Oyó. Juntando com outra informação que me foi passada por Lindomar Alves (60 anos de religião africana, nascido em Rio Grande), foram de nação Oyó as primeiras casas religiosas em Pelotas, chego à uma hipótese de o nosso sopapo ou grande tambor ou ainda tambor rei ser uma Inhã, tambor que não poderia ser tocado por mulheres, já que mulher não encosta em mulher. Pesquisando também a origem do djembê, li que, dizem, na África se tratar de um tambor masculino, e o ashiko (tambor cônico, igualzinho ao sopapo, só em tamanho menor, normalmente entre 60 e 70 cm de altura) ser a versão feminina do djembê. Como tenho os dois aqui em casa, djembê e sopapo, e colocados os dois lado a lado, percebe-se claramente que, a forma do djembê faz referência a um falo com sua glande protuberante e que, o sopapo ou inhã, faz referência ao aparelho reprodutor feminino, com canal vaginal bem definido.

domingo, 4 de outubro de 2009

Os Negros do Rio Grande

     "Os negros do Rio Grande não estão numa posição excepcional senão porque pertencem às estâncias e às charqueadas; os negros domésticos são os mesmos em todas as partes: ora, nas estâncias pouco tem que fazer o negro, exceto na ocasião rara dos rodeios; nas charqueadas, o trabalho é mais exigente, sem ser nem pesado nem excessivo; é uma ocupação regular distribuída segundo as forças do negro, e no desempenho da qual o negro entra com tanto mais vontade que não se pode dissimular que alguma coisa tem de conforme o trabalho com suas inclinações.
     Na estação da matança, isto é, de novembro até maio, o trabalho das charqueadas principia ordinariamente à meia-noite, mas acaba ao meio-dia, e tão pouco cansados ficam os negros que não é raridade vê-los consagrar a seus batuques as horas de repouso que decorrem desde o fim do dia até o instante da noite em que a voz do capataz se faz ouvir...
     ...Numa charqueada ou numa estância há menos facilidade de nascerem e de se alimentarem os vícios comuns entre os negros; excetuando alguns estabelecimentos longínquos, onde às vezes se vê numa miserável pulperia, em todas as outras partes o negro não pode satisfazer seu gosto pelos licores espirituosos; além disso, pouco ou nada tem que roubar ao redor de si; seus divertimentos são caseiros, e raras ocasiões furtivas se lhe oferecem de figurar nesses ajuntamentos ruidosos onde ordinariamente vai encontrar as rixas, as seduções, o ciúme e os apetites da vingança. Uma charqueada bem administrada é um estabelecimento penitenciário; e também devemos confessar que, em todo o tempo que nos demoramos no Rio Grande, não tivemos exemplo de um crime público cometido por um negro das charqueadas."[ps. 202-205]

Dreys, Nicolau. Notícia Descritiva da Província do Rio Grande de São Pedro do Sul. Rio de Janeiro: J. Villeneuve & Comp., 1839.

Texto extraído do livro Pelotas: Toda a prosa - Volume 1 (1809 - 1871). Págs. 93, 94. Pelotas: Mario Osorio Magalhães, 2000.